quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Adeus a um amigo...linda homenagem


Tchau, meu amigo


O meu melhor amigo partiu. Foram 26 dias de cuidados intensivos desde a primeira crise, no último domingo de outubro, até a quinta-feira passada, 24 de novembro. Entre idas e vindas do veterinário, internações, exames de sangue e de imagem, sessões de acupuntura e remédios mil, Nick, meu companheiro, não resistiu. Além do problema de coração, cujo tratamento havia sido iniciado no ano passado, os rins estavam comprometidos e a função da tireóide, muito complicada. E eu, fiquei ao lado dele o tempo todo, medicando-o, alimentando-o e lhe dando o carinho que ele merecia até o último segundo de sua vida.

Nick era um Pastor de Shetland, ou Sheltie, conhecido popular e erroneamente como “mini Collie”, devido às características semelhantes à raça que ficou mundialmente popular com a cachorra Lassie. Foi me dado de presente no Dia das Mães de 2003. O melhor de todos, vale registrar. Minha caçula, que morava nos Estados Unidos àquela época, encontrou o canil na internet e viu que a ninhada estaria disponível a partir de maio. Um mês antes, fomos meu marido, meu filho e eu visitar os cãezinhos recém-nascidos na sede do canil, em Atibaia. Logo de cara, me apaixonei pelo filhote mais doce da ninhada e o escolhi. Dali a algumas semanas levaria Nick para casa.

Quando ele finalmente chegou, instantaneamente começou nossa história de amor e amizade, uma relação muito especial que durou exatamente oito anos e meio. Nick foi meu companheiro de todas as horas e dividiu comigo momentos de alegria, tristeza, angústia, euforia, caos e tranquilidade. Participou de festas, nos acompanhou em algumas viagens, acalentou meu pranto, vigiou o sono tranquilo quando minha neta caçula era bebê, fez companhia à família toda.

Todo cão escolhe um dono quando chega ao novo lar e Nick sabia que eu era sua mãe de coração, mas sempre dava um jeito de me “substituir” quando alguma novidade aparecia em casa. De alguma forma, ele sabia o quanto era amado por todos e dividia a atenção igualmente entre todos os integrantes da família.

Bichinho de hábitos – maus hábitos, na verdade – Nick era o típico cãozinho mimado de um casal já maduro. Nunca foi adestrado e só fazia o que queria. Foi acostumado a comer peito de frango desfiado misturado à ração – premium, é claro! – e fruta de sobremesa. Chegamos ao ponto de aquecer os pedacinhos de maçã e banana por oito segundos no microondas antes de ele degustar as frutas. Queijo, só branco e sem gordura. E de vez em quando, um pedacinho de bolo caseiro, porque ninguém é de ferro!

Tudo isso foi pouco por tudo que recebi do meu amigo. Uma amizade sincera, um amor incondicional, sempre disponível. Em dias de sol, de chuva, em tempestades e em calmaria. Um cão não pede nada em troca e seu único interesse é ficar ao lado do dono, fazendo companhia. E foi o que Nick me fez: muita companhia.

Para quem também tem um sentimento assim tão forte por um bichinho, é fácil entender minha dor nos últimos dias. Para quem não conhece esse tipo de relacionamento tão puro, pode achar exagero. Só sei que meu Nick faz falta. A casa está vazia e em todo canto vejo as recordações deixadas pelo meu filho de quatro patas. Ainda não tenho certeza se teremos outro. A única certeza, agora, é de que Nick ficará para sempre no meu coração.


Uma homenagem de Diana Silva Nakayama ao seu cãozinho Nick, que nasceu em minhas mãos.

Recebi e compartilho com quem sabe dar valor ao que é esse amor! Foi publicado no Diário de Mogi das Cruzes.

2 comentários:

  1. Owwwwww... que homenagem linda!!!!

    ResponderExcluir
  2. Minha cachorrinha Babi (Pastor de Shetland ) faleceu sábado 15/12/12 e deixou um enorme buraco em nossos corações e lendo sua história foi como reviver nossos 8 anos de companheirismo e amizade!! Linda Homenagem e descanse em paz minha amiga Babi.

    ResponderExcluir