terça-feira, 30 de agosto de 2011

SER CRIADOR DE CÃES...

recebido por e-mail da minha amiga Rocio Nadal...ótimo!

SER CRIADOR... Quem é criador já nasce criador.
É algum gene recessivo e misterioso que aparece numa criança de uma família onde, às vezes, só lá um ou outro gosta de cachorro. O primeiro sintoma surge cedo, naquele dia em que a criança interrompe a paz de um almoço no lar e faz os pais engasgarem com o insólito pedido: - Quero um cachorro!
Pronto, começou o inferno dos pais e do mini-criador. É logo levado a uma magnífica loja de brinquedos, podendo escolher o que quiser, desde uma bicicleta até aquele carrinho cheio de luzes e sirenes.
- Quero um cachorro! Ganha o carrinho e mais um monte de presentes, para ver se esquece do cachorro. Mas não tem jeito. Ganha tartaruga, jabuti, periquito, canário e até um hamster, mas nada disso satisfaz a ânsia de criador que já nasce em sua alma numa intensidade que assusta toda a família. Se der sorte, ganha seu primeiro cachorro. Se não, vai ter mesmo que esperar crescer. Aí, enfim, livre das amarras familiares, começa a mergulhar fundo na criação.
Vem a primeira fêmea, o sufoco do primeiro parto, o acompanhamento dos filhotes, o medo da parvo, da corona e, assustado, resolve: - Não fico com nenhum! A ninhada cresce, começa a reconhecer o dono, a abanar o rabinho e pronto! A decisão, antes inabalável, sofre o primeiro impacto.
Daí a uns dias, a resolução já é outra: - Não me desfaço das fêmeas; só saem os machos. Começou sua longa jornada de criador através deste mundo cão. Daí para frente, passa a vida trocando jornais, fazendo vigília ao lado das cadelas que estão para parir ou dando remédio aos filhotes mais fracos. O criador vai se afastando do mundo dos homens e admite mesmo: - Não gosto de gente...
Programa de criador é visitar ninhada dos outros, pegar cachorro no aeroporto, levar às exposições ou pendurar-se no telefone e/ou e-mail para conversar com seus amigos criadores... sobre cachorros. As compras de um criador também são diferentes das compras de um ser humano comum: shampoos, cremes, anti-estáticos, óleos, gaiolas, enfeites... mas tudo para cachorro. Se algum amigo viaja para o exterior e cai na asneira de perguntar: "...Quer que traga alguma coisa para você ?...", recebe logo as mais estranhas encomendas: máquina de tosa, lâminas, escovas, pentes... e tudo para cachorro.
Casa de criador é toda engatilhada, cheia de grades aqui e ali, protegendo portas e janelas. A decoração muitas vezes fica prejudicada com a presença de gaiolas e caixas de transporte na sala e nos quartos. Mas o criador não está nem aí e, como quem freqüenta casa de criador é criador também, ninguém liga mesmo.
O carro do criador também não pode ser qualquer um. De preferência um utilitário com bastante espaço interno para caberem os cachorros e as tralhas todas nos dias de exposição ou um carro menor sem o banco de passageiros que não é tão necessário, mas o espaço é indispensável.
Cônjuge de criador tem que ser criador também, ou a união pode sofrer sérios abalos e quando chega aquela hora fatídica, no meio de um bate-boca, em que o outro dá o ultimato: "...Ou os cachorros ou eu!...", o criador certamente vai optar pelos cachorros.
Velhice de criador é cheia de preocupações. - Vou morrer, e quem cuida dos meus cachorros? Resolve, então, não criar mais nada e reza para que todos os seus cães partam antes dele, mas o coração não agüenta e, daqui a pouco, arranja outro filhote para cuidar, estribado na promessa de alguém que garante ficar com o cachorrinho em caso de morte do criador.
E, como ser criador é “padecer no Paraíso”, acredito que o bom DEUS, na sua infinita misericórdia e eterna sabedoria, já tenha providenciado um céu só para os criadores onde eles, junto com todos os seus cães, seus amigos criadores, handlers, juízes, veterinários etc., possam, enfim, levar uma vida tranqüila e cheia de paz. Mas, como muita tranqüilidade acaba ficando monótono, logo o criador fica espiando de longe o mundo dos homens, cheio de saudade, já pensando em voltar para cá e começar tudo de novo. AUTOR DESCONHECIDO




terça-feira, 23 de agosto de 2011

Comprando seu Sheltie - finalidades

Quando decidir comprar um Sheltie, analise muito bem quais seus planos para ele. Sim, é de cara que você precisa definir se quer um cão para companhia, esporte, para reprodução e/ou para competição de beleza.  É baseado nisso que o criador vai lhe oferecer um cão que se adeque à sua solicitação.  Não há cão polivalente (pode haver exceção), mas eu mesma ainda não conheci nenhum, nem homogeneidade de características em todas as ninhadas produzidas. Por isso, resolvi escrever esse pequeno guia de orientação, para que não haja conflito entre o desejado x recebido. As garantias que você receberá do criador também irão variar conforme sua escolha e o preço pago pelo animal. Seguem os pontos que acho importante ressaltar, sobre o que esperar que o criador irá lhe oferecer em cada caso:

Cães de companhia (pets): bom temperamento, boa saúde e estrutura/pelagem na medida.
Cães para esporte: temperamento excelente, drive para o trabalho, boa saúde (ênfase na ortopédica) e estrutura, pelagem na medida, tamanho compatível com o combinado na hora da compra (comprador define se precisa de um Mini ou Midi, ou se é irrelevante).
Cães para reprodução: bom temperamento, excelente saúde, estrutura/pelagem acima da média,  tamanho (altura) dentro do padrão, boa fertilidade.
Cães para exposição: bom temperamento, boa saúde, estrutura/pelagem acima da média, cor e marcações dentro do padrão, tamanho (altura) dentro do padrão.
Cães para reprodução E exposição devem ter todos os requisitos de ambos os casos garantidos pelo criador.

O mais importante é que haja transparência entre criador e comprador, no tocante a uma análise detalhada do filhote a ser comercializado, um contrato que estipule deveres e direitos, bem como um alinhamento realista das expectativas. Não espere receber o que não lhe foi oferecido ou o que você não pagou. Como diz o antigo dito popular "O combinado não sai caro!" pense nisso!