quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Adeus a um amigo...linda homenagem


Tchau, meu amigo


O meu melhor amigo partiu. Foram 26 dias de cuidados intensivos desde a primeira crise, no último domingo de outubro, até a quinta-feira passada, 24 de novembro. Entre idas e vindas do veterinário, internações, exames de sangue e de imagem, sessões de acupuntura e remédios mil, Nick, meu companheiro, não resistiu. Além do problema de coração, cujo tratamento havia sido iniciado no ano passado, os rins estavam comprometidos e a função da tireóide, muito complicada. E eu, fiquei ao lado dele o tempo todo, medicando-o, alimentando-o e lhe dando o carinho que ele merecia até o último segundo de sua vida.

Nick era um Pastor de Shetland, ou Sheltie, conhecido popular e erroneamente como “mini Collie”, devido às características semelhantes à raça que ficou mundialmente popular com a cachorra Lassie. Foi me dado de presente no Dia das Mães de 2003. O melhor de todos, vale registrar. Minha caçula, que morava nos Estados Unidos àquela época, encontrou o canil na internet e viu que a ninhada estaria disponível a partir de maio. Um mês antes, fomos meu marido, meu filho e eu visitar os cãezinhos recém-nascidos na sede do canil, em Atibaia. Logo de cara, me apaixonei pelo filhote mais doce da ninhada e o escolhi. Dali a algumas semanas levaria Nick para casa.

Quando ele finalmente chegou, instantaneamente começou nossa história de amor e amizade, uma relação muito especial que durou exatamente oito anos e meio. Nick foi meu companheiro de todas as horas e dividiu comigo momentos de alegria, tristeza, angústia, euforia, caos e tranquilidade. Participou de festas, nos acompanhou em algumas viagens, acalentou meu pranto, vigiou o sono tranquilo quando minha neta caçula era bebê, fez companhia à família toda.

Todo cão escolhe um dono quando chega ao novo lar e Nick sabia que eu era sua mãe de coração, mas sempre dava um jeito de me “substituir” quando alguma novidade aparecia em casa. De alguma forma, ele sabia o quanto era amado por todos e dividia a atenção igualmente entre todos os integrantes da família.

Bichinho de hábitos – maus hábitos, na verdade – Nick era o típico cãozinho mimado de um casal já maduro. Nunca foi adestrado e só fazia o que queria. Foi acostumado a comer peito de frango desfiado misturado à ração – premium, é claro! – e fruta de sobremesa. Chegamos ao ponto de aquecer os pedacinhos de maçã e banana por oito segundos no microondas antes de ele degustar as frutas. Queijo, só branco e sem gordura. E de vez em quando, um pedacinho de bolo caseiro, porque ninguém é de ferro!

Tudo isso foi pouco por tudo que recebi do meu amigo. Uma amizade sincera, um amor incondicional, sempre disponível. Em dias de sol, de chuva, em tempestades e em calmaria. Um cão não pede nada em troca e seu único interesse é ficar ao lado do dono, fazendo companhia. E foi o que Nick me fez: muita companhia.

Para quem também tem um sentimento assim tão forte por um bichinho, é fácil entender minha dor nos últimos dias. Para quem não conhece esse tipo de relacionamento tão puro, pode achar exagero. Só sei que meu Nick faz falta. A casa está vazia e em todo canto vejo as recordações deixadas pelo meu filho de quatro patas. Ainda não tenho certeza se teremos outro. A única certeza, agora, é de que Nick ficará para sempre no meu coração.


Uma homenagem de Diana Silva Nakayama ao seu cãozinho Nick, que nasceu em minhas mãos.

Recebi e compartilho com quem sabe dar valor ao que é esse amor! Foi publicado no Diário de Mogi das Cruzes.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Desabafo

Cachorro não é bolsa, roupa, carro, que você escolhe os "itens" que deseja que ele possua. Não tenho mais a menor paciência com pessoas fúteis e volúveis que me procuram querendo adquirir um "produto" com  especificações medíocres, sobre cores de olhos, tamanhos de colar ou afins. A gente se mata fazendo cruzamentos que visem dar cães saudáveis, com boa ossatura, temperamento, tamanho (tão complicado nessa raça), pelagem, garante saúde e isso de nada vale para alguns, sinal de que assim como os itens superficiais que citei acima, o cachorro também vai pro fundo do quintal quando surgir um "modelo" mais interessante. Confesso, que minha paciência é nula com quem está procurando "perfumaria". Esse papo de que "estou pagando e por isso quero o cão desse jeito ou de outro" comigo não cola. Me reservo ao direito de não vender a quem meu santo não bate. O dinheiro é secundário. Infelizmente criar não traz somente prazer. De vez em quando é bem decepcionante!

HOMENAGEM AO DIA DO VETERINÁRIO - 09/09

Ser veterinário

Pensando bem...Ser Veterinário não é só cuidar de animais.

É, sobretudo amá-los, não ficando somente nos padrões

éticos de uma Ciência Médica. Ser Veterinário é acreditar

na imortalidade da natureza e querer preservá-la sempre

mais bela. Ser Veterinário é ouvir miados, mujidos,

balidos, relinchos e latidos, mas principalmente entendê-los

e amenizá-los. É gostar da terra molhada, do mato fechado,

de luas e chuvas. Ser Veterinário é não importar se

os animais pensam, mas sim se sofrem. É dedicar parte

do seu ser à arte de salvar vidas. Ser Veterinário

é

aproximar-se de instintos. É perder medos. É ganhar

amigos de pêlos e penas, que jamais irão decepcioná-lo.

Ser Veterinário é ter ódio de gaiolas, jaulas e correntes.

É perder um tempo enorme acompanhando rebanhos e vôos

de gaivotas. É permanecer descobrindo através dos animais,

a si mesmo. Ser Veterinário é ser o único capaz de

entender

rabos abanando, arranhões carinhosos e mordidas de afeto.

É sentir cheiro de pêlo molhado, cheiro de almofada

com essência de gato, cheiro de baias, de curral, de

esterco. Ser Veterinário é ter coragem de penetrar

num

mundo diferente e ser igual. É ter capacidade de compreender

gratidões mudas, mas sem dúvida alguma, as únicas verdadeiras.

É adivinhar olhares é lembrar do seu tempo de criança,

é querer levar para casa todos os cães vadios sem dono.

Ser Veterinário é conviver lado a lado com ensinamentos

profundos sobre amor e vida. "Todos nós podemos nos

formar em Veterinária, mas nem todos seremos Veterinários."



terça-feira, 30 de agosto de 2011

SER CRIADOR DE CÃES...

recebido por e-mail da minha amiga Rocio Nadal...ótimo!

SER CRIADOR... Quem é criador já nasce criador.
É algum gene recessivo e misterioso que aparece numa criança de uma família onde, às vezes, só lá um ou outro gosta de cachorro. O primeiro sintoma surge cedo, naquele dia em que a criança interrompe a paz de um almoço no lar e faz os pais engasgarem com o insólito pedido: - Quero um cachorro!
Pronto, começou o inferno dos pais e do mini-criador. É logo levado a uma magnífica loja de brinquedos, podendo escolher o que quiser, desde uma bicicleta até aquele carrinho cheio de luzes e sirenes.
- Quero um cachorro! Ganha o carrinho e mais um monte de presentes, para ver se esquece do cachorro. Mas não tem jeito. Ganha tartaruga, jabuti, periquito, canário e até um hamster, mas nada disso satisfaz a ânsia de criador que já nasce em sua alma numa intensidade que assusta toda a família. Se der sorte, ganha seu primeiro cachorro. Se não, vai ter mesmo que esperar crescer. Aí, enfim, livre das amarras familiares, começa a mergulhar fundo na criação.
Vem a primeira fêmea, o sufoco do primeiro parto, o acompanhamento dos filhotes, o medo da parvo, da corona e, assustado, resolve: - Não fico com nenhum! A ninhada cresce, começa a reconhecer o dono, a abanar o rabinho e pronto! A decisão, antes inabalável, sofre o primeiro impacto.
Daí a uns dias, a resolução já é outra: - Não me desfaço das fêmeas; só saem os machos. Começou sua longa jornada de criador através deste mundo cão. Daí para frente, passa a vida trocando jornais, fazendo vigília ao lado das cadelas que estão para parir ou dando remédio aos filhotes mais fracos. O criador vai se afastando do mundo dos homens e admite mesmo: - Não gosto de gente...
Programa de criador é visitar ninhada dos outros, pegar cachorro no aeroporto, levar às exposições ou pendurar-se no telefone e/ou e-mail para conversar com seus amigos criadores... sobre cachorros. As compras de um criador também são diferentes das compras de um ser humano comum: shampoos, cremes, anti-estáticos, óleos, gaiolas, enfeites... mas tudo para cachorro. Se algum amigo viaja para o exterior e cai na asneira de perguntar: "...Quer que traga alguma coisa para você ?...", recebe logo as mais estranhas encomendas: máquina de tosa, lâminas, escovas, pentes... e tudo para cachorro.
Casa de criador é toda engatilhada, cheia de grades aqui e ali, protegendo portas e janelas. A decoração muitas vezes fica prejudicada com a presença de gaiolas e caixas de transporte na sala e nos quartos. Mas o criador não está nem aí e, como quem freqüenta casa de criador é criador também, ninguém liga mesmo.
O carro do criador também não pode ser qualquer um. De preferência um utilitário com bastante espaço interno para caberem os cachorros e as tralhas todas nos dias de exposição ou um carro menor sem o banco de passageiros que não é tão necessário, mas o espaço é indispensável.
Cônjuge de criador tem que ser criador também, ou a união pode sofrer sérios abalos e quando chega aquela hora fatídica, no meio de um bate-boca, em que o outro dá o ultimato: "...Ou os cachorros ou eu!...", o criador certamente vai optar pelos cachorros.
Velhice de criador é cheia de preocupações. - Vou morrer, e quem cuida dos meus cachorros? Resolve, então, não criar mais nada e reza para que todos os seus cães partam antes dele, mas o coração não agüenta e, daqui a pouco, arranja outro filhote para cuidar, estribado na promessa de alguém que garante ficar com o cachorrinho em caso de morte do criador.
E, como ser criador é “padecer no Paraíso”, acredito que o bom DEUS, na sua infinita misericórdia e eterna sabedoria, já tenha providenciado um céu só para os criadores onde eles, junto com todos os seus cães, seus amigos criadores, handlers, juízes, veterinários etc., possam, enfim, levar uma vida tranqüila e cheia de paz. Mas, como muita tranqüilidade acaba ficando monótono, logo o criador fica espiando de longe o mundo dos homens, cheio de saudade, já pensando em voltar para cá e começar tudo de novo. AUTOR DESCONHECIDO




terça-feira, 23 de agosto de 2011

Comprando seu Sheltie - finalidades

Quando decidir comprar um Sheltie, analise muito bem quais seus planos para ele. Sim, é de cara que você precisa definir se quer um cão para companhia, esporte, para reprodução e/ou para competição de beleza.  É baseado nisso que o criador vai lhe oferecer um cão que se adeque à sua solicitação.  Não há cão polivalente (pode haver exceção), mas eu mesma ainda não conheci nenhum, nem homogeneidade de características em todas as ninhadas produzidas. Por isso, resolvi escrever esse pequeno guia de orientação, para que não haja conflito entre o desejado x recebido. As garantias que você receberá do criador também irão variar conforme sua escolha e o preço pago pelo animal. Seguem os pontos que acho importante ressaltar, sobre o que esperar que o criador irá lhe oferecer em cada caso:

Cães de companhia (pets): bom temperamento, boa saúde e estrutura/pelagem na medida.
Cães para esporte: temperamento excelente, drive para o trabalho, boa saúde (ênfase na ortopédica) e estrutura, pelagem na medida, tamanho compatível com o combinado na hora da compra (comprador define se precisa de um Mini ou Midi, ou se é irrelevante).
Cães para reprodução: bom temperamento, excelente saúde, estrutura/pelagem acima da média,  tamanho (altura) dentro do padrão, boa fertilidade.
Cães para exposição: bom temperamento, boa saúde, estrutura/pelagem acima da média, cor e marcações dentro do padrão, tamanho (altura) dentro do padrão.
Cães para reprodução E exposição devem ter todos os requisitos de ambos os casos garantidos pelo criador.

O mais importante é que haja transparência entre criador e comprador, no tocante a uma análise detalhada do filhote a ser comercializado, um contrato que estipule deveres e direitos, bem como um alinhamento realista das expectativas. Não espere receber o que não lhe foi oferecido ou o que você não pagou. Como diz o antigo dito popular "O combinado não sai caro!" pense nisso!

terça-feira, 31 de maio de 2011

DESPACHO DE FILHOTES

NÃO ESTOU REALIZANDO DESPACHO VIA AÉREA. PARA COMPRA DE FILHOTES, SOMENTE PESSOALMENTE. OBRIGADA

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Mestiçagem

Estava vendo uma postagem no blog da Marcela sobre alguns casos de mestiçagem de Sheltie x Border Collie buscando cães que tenham melhores resultados no agility, confesso que fiquei de cabelos em pé. Esse tipo de prática de mistura de raças é relativamente comum nos EUA, com o objetivo (equivocado) de exacerbar as melhores características de cada raça. Mas quanta ingenuidade...como se a genética fosse tão simples assim.
Ficamos - enquanto criadores - aaaaaaaaaaaaaaanos trabalhando linhas de sangue numa raça, visando fixar características de aparência e de temperamento e algumas pessoas crêem que num F1 inter-raças, vão obter um super atleta campeão. Ah para...
Em primeiro lugar, cada raça além de suas qualidades, têm também defeitos em termos de temperamento. Por que achar que não vai sair um indivíduo reunindo o pior das duas raças? Fora o fenótipo! Sairiam cães tão diferentes numa mesma ninhada que na hipótese de que um se encaixe no desejado, quem ia querer os outros?
Outra coisa, estruturalmente, raças diferentes têm diferentes angulações, proporções e características. Se nem com a combinação de 2 indivíduos da mesma raça e razoavelmente parecidos, conseguimos homogeneidade, que dirá num mestiço? E é óbvio que a estrutura corporal de um cão é importantíssima para que ele tenha velocidade, sprint, performance.
Por último, cruzamentos inter-raças não formam outra raça, apenas produzem vira-latas. E pra ter vira-lata, é mais fácil e politicamente correto adotar um, entre tantos que sofrem e precisam de um lar. Não há a menor necessidade de colocar mais vira-latas no mundo, já há demais!
Espero de coração que essa moda não pegue, pois a idéia é apavorante...socorro.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Quebrando alguns mitos

Hoje resolvi escrever sobre algumas coisas a respeito de Shelties que não procedem, e que costumo ouvir de pessoas interessadas na raça ou que vêm conhecer meus cães:

- O Marta não é a "cor padrão" da raça. Shelties podem ser martas, tricolores, azul-merles ou ainda bicolores de preto e branco ou azul e branco. Nenhuma das cores, repito, NENHUMA, é preferida sobre qualquer outra.
- Sheltie NÃO PRECISA ter colar branco completo. O padrão pede branco nas pontas das patas, do rabo e no peito. No pescoço nem é descrita no padrão. Uma quantidade mínima não é penalizada, mas excesso de branco é sim considerada uma falta.
- Shelties azuis ou marta-merles que têm um olho de cada cor, NÃO têm problema algum de cegueira, muito menos de surdez. Esta característica é perfeitamente normal e aceitável pelo padrão.
- Ainda sobre os Shelties azuis, eles NÃO TEM maior predisposição a ter problemas de pele do que qualquer outra cor da raça.

Por enquanto é isso, se eu lembrar de outros, posto mais tarde =)

sábado, 21 de maio de 2011

Comprando seu primeiro cão de raça

Resolvi escrever sobre este tema, especialmente para os marinheiros de primeira viagem, que geralmente se sentem perdidos quando decidem comprar um cãozinho de raça.

1) Escolhendo a raça: Tenha em mente o seu objetivo, suas características familiares, seu espaço disponível, tempo e disponibilidade financeira antes de escolher uma raça. As raças caninas são divididas em 11 grupos, de acordo com a sua finalidade. Vale a pena uma pesquisada no google sobre cada grupo e seus representantes. Há raças que exigem tosa sempre, outras precisam de escovação diária, outras precisam de MUITO exercício, outras latem pra caramba, outras são destruidoras por natureza, outras não curtem criança. Saiba diferenciá-las.

2) Conhecendo a raça: depois de escolhida "no papel", a melhor e mais confiável forma de conhecer um exemplar é através de proprietários, em parques e outros locais públicos. As verdadeiras experiências e características serão contadas por eles, sem marketear ou iludir nem mesmo exagerar para o mal ou para o bem. Num canil vc terá apenas parte da experiência e apenas lembrando que cães de canil têm temperamento diferente do que cães que vivem sendo exclusivos numa residência. Vale a pena analisar este fator.

3) Sobre o padrão: LEIA O PADRÃO DA RAÇA, para conhecer as cores, tipos de pelagem, tamanho, peso e principais faltas da raça que vc quer comprar. O criador pode até lhe explicar sobre estas características, mas tenha sua própria análise do assunto, assim vc estará mais seguro na compra. Ex: Se vc gosta do cão em branco, não adianta lhe empurrarem um marrom.

4) Escolhendo o criador: Busque referências, ligue para vários e já tendo conhecimento do que vc quer, fica muito mais fácil encontrar. Também é importante deixar clara a finalidade para a qual vc está adquirindo um filhote, se é para pet (companhia), para criação (reprodução), exposição, etc.

5) Preço: Verifique o preço da raça que vc deseja na seção cotações da Cães e Cia e esteja preparado para tal. Exija contrato de garantia. Barganhar preço é visto com antipatia, afinal, cada criador tem sua forma de valorar o seu trabalho, mas parcelar, geralmente não é problema.

6) Escolhendo seu filhote: Na maioria das vezes vc irá ver apenas a mãe e os filhotes, pois os criadores costumam usar padreadores de terceiros para suas ninhadas. Não há problema algum nisso. Solicite fotos do pai ou se a curiosidade for muito grande, vc pode marcar com o dono do padreador de conhecê-lo. Verifique com o criador sobre a imunização que o filhote terá recebido até o dia da retirada (só vacina importada serve)  e  vermifugado ao menos 2 vezes também.

7) Pegadinhas: Cão sem pedigree é vira-lata, nunca caia na conversa de que um cão está sendo vendido sem pedigree pq "é bobagem" exigir o documento, ou de canis que enrolam o comprador dizendo que sem pedigree custa X e com custa Y. CAIA FORA, é cilada. Criador sério tem obrigação de registrar e orgulho da genealogia dos filhotes que vende. Importante: Pedigree válido internacionalmente só da CBKC. Nenhum outro serve, lembre-se disto. Muito cuidado também com canis multi-raças, que têm um monte de raças disponíveis. É comum haver mestiçagem que às vezes é difícil de se detectar num filhote, ex: lhasa com shih-tzu, maltês com poodle toy e aí vai. Prefira um canil especializado UNICAMENTE na raça que vc escolheu para comprar seu cãozinho.

8) Pegando o filhote: Exija que ele tenha sido imunizado com vacina importada (com número de doses compatível à idade que o filhote tenha)  e vermifugado ao menos 2 vezes também. Siga as orientações do criador no tocante a alimentação, atividades e treinamento. Prefira um veterinário que atenda em domicílio pelo menos até o término das vacinas e nunca, repito, nunca passeie com seu cão no chão, na rua antes de passados 15 dias da última vacina.

9) Castração: Cão castrado é mais fácil de lidar, não demarca território, perde menos pelos pela casa e está livre de doenças ginecológicas e de vários tipos de câncer.

10) Nunca compre um cão por impulso, ou um grandão para viver num apartamento, ou caso seu esposo(a) odeie animais e assim por diante. Cachorro não é presente de aniversário, de natal ou algo que deva ser adquirido por que está na moda. Analise friamente sua realidade e suas expectativas, afinal o objetivo é que a casa e a família onde tenha um cão seja mais feliz e mais completa. Pense nisso e faça a coisa certa!

sábado, 16 de abril de 2011

Criando...

Montar plantel. Tarefa nada fácil. Um filhote promissor pode mudar, apresentar problema, crescer demais ou de menos. Não adianta também arrancar os cabelos se isso acontecer...acontece com TODO mundo que cria, MUITAS vezes, esteja preparado, VOCÊ VAI perder dinheiro. Castre, arrume um bom dono pro cão e siga em frente. Só mantenha REALMENTE os que vão valer a pena para melhorar a raça. Não adianta ter dó e ficar com um monte de cachorro parado em casa. Salvo se vc seja realmente RICO e tenha muita infra-estrutura pra segurar um montão de pets em casa, não perca o foco de ter alguns cães, com qualidade e saudáveis reproduzindo.
Caso opte por investir num cão adulto (1 ano de idade ou mais), já peça laudo displasia de quem tá te vendendo (sim, com 1 ano o diagnóstico já é 95% correto), não adianta os pais não terem a doença, por que pais isentos podem SIM ter filhotes displásicos. É importante que O QUE VC está comprando com intenção de cruzar seja livre do problema, não apenas os pais dele. Se for macho, peça um espermograma!!! Não se iluda com preço nem com marketing, peça ajuda a quem entende mais que vc e faça uma escolha acertada. A máxima: o criador segura os melhores pra ele e vende os outros, é uma verdade. Não quer dizer que venda cães adultos ruins, mas se fosse espetacular, ele não vendia, pense nisso ao investir muito alto.
Resista à tentação de segurar um filhote de cada ninhada. Nem todas as cruzas geram prole com qualidade para reproduzir. Selecione com mais rigor, peça ajuda também e não hesite em se desfazer de filhotes ou adultos mais velhos que não atingiram suas expectativas. Tenha em mente que vc cuida bem, mas tem muita gente que tb cuida e desde que o comprador ou adotante seja bem escolhido, o cão será muito bem tratado.
Fêmeas com partos muito complicados, pouco prolíferas (que costumam ter 1 ou 2 filhotes), ou que não tenham boa habilidade materna (de cuidados e amamentação) também preferencialmente devem ser retiradas de reprodução mais cedo. A probabilidade de que vc tenha que recorrer a cesáreas e noites intermináveis amamentando os filhotes artificialmente é grande, não vale a pena. Más mães geram filhas que serão más mães, fato.
Não repita acasalamentos que geraram prognatismo, monorquidismo, tamanhos exacerbadamente errados (pra cima ou pra baixo), grandes faltas dentárias. Há DNAs que não combinam, pra ser bem simplista e vc vai se arrepender se insistir.
Una-se a criadores que tenham prazer em dividir seus conhecimentos e também de dividir o que tem de "sangue novo", isso é fundamental para a melhoria da sua criação. Se alguém já quer levar seu dinheiro antes do filhote nascer ou receber o pagamento da cruza antes da ninhada nascer, creia-me, é por que te quer longe, fique tranquilo, por que outros te acolherão.
Participe de exposições, visite, exponha, aprenda. É importante ver in loco um julgamento, aprender a tirar suas conclusões, comparar seus cães a outros melhores e piores que ele. Ninguém é criador fechado dentro de casa.
Por último, tenha critério e discernimento ao vender os filhotes que nascerem em sua casa. Cuidado com fábricas de filhotes que querem colocar tb o Sheltie em sua "carteira" de produtos. Converse, entreviste, analise. Os melhores donos são os que tem tempo, dinheiro e carinho de montão pra oferecer ao animal e suas necessidades, pense nisso!
Boa sorte

domingo, 10 de abril de 2011

Novo Campeão

Muito contente com a conquista de mais um título de campeão. Dessa vez é o "Soho", Black Gold Von Kempten, de 2 anos, que sagrou-se campeão hoje. Parabéns a ele, seu handler David e sua dona Janaína! Muito sucesso pra esse menino! =)

sábado, 19 de março de 2011

Reportagem absurda

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110319/not_imp694141,0.php

ABSOLUTAMENTE EQUIVOCADO O QUE ESTÁ ESCRITO SOBRE A RAÇA PASTOR DE SHETLAND, NESSA ABSURDA MATÉRIA PAGA POR UMA PET SHOP DE LUXO DE SP. ESTOU ABISMADA.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Campeonato de agility Américas e Caribe

Renan e Nitro (Cayenne Von Kempten) estão prontos para embarcar para a Colômbia, onde se realizará agora em março, o  campeonato Américas e Caribe deste ano. A dupla irá representar o Brasil e claro que estou muito orgulhosa e torcendo demais pelo sucesso deles.


                                    Nitro dando show na passarela!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Passeios com cães - dicas

Algumas dicas e cuidados para que seu passeio proporcione apenas prazer a você e seu cão.
1) Horário - evitar horários de sol a pino, não só pela temperatura mais alta, como pelo extremo calor que fica no asfalto. Lembre-se, seu cão não usa sapatos!
2) Alimentação - evitar sair com seu cão após uma refeição. O ideal é cerca de 2 horas depois de alimentá-lo. Cães são propensos a ter torção gástrica, que é fatal se não tratada cirurgicamente. Quanto maior a raça, maior a tendência.
3) Coleira - use produtos de qualidade, verifique se o mosquetão da guia está em boas condições, se a coleira está bem travada e colocada e se a peitoral está corretamente colocada de acordo com o tamanho do cão. Não devem ficar folgas. Crianças devem ser supervisionadas quando levarem um cão para passear, por serem muito dispersivas e não terem força física, podem soltar o animal justamente num momento perigoso, como por exemplo ao atravessar uma rua, ao passar por um cão maior e potencialmente perigoso. Não ande com seu cão sem coleira, você pode se arrepender...
4) Bicicletas, Skates, Patins etc - cuidado ao passear com seu cão enquanto estiver usando estes equipamentos. Vc pode não perceber quando o cão já estiver esgotado, pode também deixá-lo nervoso e ansioso, pelo barulho e perigo potencial que o animal sente de ser atingido. Só passeie na bicicleta com cães acima de 1 ano de idade, que já tenham condicionamento físico para aguentar a carga de exercício e em dias menos quentes.
5) Hidratação - lembre-se sempre de fornecer água fresca ao seu animal caso o passeio seja mais longo
6) Focinheira - se o seu cão tiver a menor tendência que seja a se tornar agressivo com outras pessoas ou animais, use a focinheira nele. Existem modelos excelentes hj em dia que não atrapalham e não incomodam. Pense na segurança em primeiro lugar.
7) Força - não saia com seu cão na coleira se vc não tem segurança de ter completo controle sobre ele. Ele pode arrastá-lo, machucá-lo, ser atropelado, entre outros problemas. Para cães que puxam demais, recomendo o uso da coleira Gentle Leader, que é bem específica e permite total controle do cão.
8) Amarrar cães na porta de estabelecimentos - está na moda as lojas colocarem elos na porta para que vc amarre seu cão no período de suas compras. Não caia nessa. Muitos cães estão sendo roubados por causa disso, fora o perigo de ocorrerem brigas com outro cão amarrado perto. Quando for fazer compras, deixe seu cão em casa. Passeie com ele antes ou depois.
9) Pratos d´água coletivos - outro mimo que lojistas e donos de restaurante oferecem e devem ser gentilmente recusados. Seu cão pode ficar doente ao beber num pratinho onde outro animal bebeu e deixou sua saliva, bactérias e restos alimentares. Existem acessórios muito práticos pra vc levar no passeio do seu cão e que servem como bebedouros.
10) Passeadores - muito cuidado ao contratar. Seja criterioso, peça indicações e tenha certeza de que o seu animal não é briguento, muito menos os cães que a pessoa leva junto. Cuidado com pessoas que não têm experiência alguma com animais e que se propõe a prestar esse serviço apenas pra ganhar um dinheiro. Combine horários específicos, constate se o passeador recolhe as fezes dos cães. Para cães de porte muito pequeno, sou radicalmente contra.
11) Frequência - 1 a 2 vezes por dia para cães pequeninos, de 2 a 3 vezes por dia para cães médios e 3 a 4 vezes por dia para cães grandes. Quanto menor o espaço disponível para o cão, maior deve ser a frequência dos passeios e com maior intensidade e tempo dispendido.

O mais importante é que dono e cão tenham prazer com as atividades! Encontrem seu equilíbrio e boa sorte.