domingo, 13 de junho de 2010

A verdade custe o que custar...será?

É engraçado como a verdade pode incomodar...
Recebo muitas ligações por dia, relacionadas a interesse em compra de filhotes, ou "consultoria" sobre a raça, seja em termos de saúde, comportamento, manejo, etc. Mas já reparei que desapontei (para assim dizer o mínimo) muita gente. Estranho esse desapontamento, por que o que desagradou foi ouvir a verdade. A verdade sobre a raça, seu temperamento, com que tipo de pessoas ela combina, como interage, o que você não vai conseguir fazer com um Sheltie, do que ele precisa, se o cão da pessoa é um bom exemplar, que tá cheio de fulano não é criador da raça e sim vendedor de cachorro, entre outras coisas. Parece que quando a pessoa liga, inconscientemente ela já imagina o que vai ouvir e não acha que vai ouvir nada além daquilo. Um outro discurso assusta e incomoda, e muitas vezes quem está do outro lado acaba encarando de forma pessoal...não é!  Não sei amenizar, faltei na aula de "política de boa vizinhança", não tenho necessidade de ser aceita e adorada por todo mundo, muito menos preciso vender correndo os (poucos) filhotes que nascem por ano aqui em casa, além de expressamente não querer que Shelties se popularizem de forma errática. Mas quando tenho certeza do que estou falando, sou direta.
Eu encaro isso muito a sério para não agir dessa forma. Não sou comerciante, sou apaixonada por essa raça. Não humanizo meus cães (e me assusto com quem faz isso), mas eles são a minha prioridade. Não iludo meus clientes ou quem me pede opinião. É uma questão de responsabilidade. Tem quem ache ótimo, tem quem fique triste, ou bravo. Não dá pra agradar todo mundo. Acho que eu faço exatamente como gostaria que fizessem comigo. Sei lá...

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